Obs.: a página impressa não é necessariamente idêntica à página exibida na tela.
Voltar ao topo.
Ouça ao vivo
logo google playBaixar App p/ Androidlogo apple itunesBaixar App p/ iOs

Pharrell deixa todo mundo happy e Calvin Harris arrasta multidão no 2º dia do Lollapalooza Brasil

Das atrações, dois gigantes fizeram jus aos seus cachês e foram os donos da noite, com os melhores shows e levando multidões ao delírio


« Anterior« Última» Próxima» Primeira
ImprimirReportar erroTags:vírgula, nem, estar, gostinho, chegou, jackson, michael e sequer1078 palavras15 min. para ler
Pharrell deixa todo mundo happy e Calvin Harris arrasta multidão no 2º dia do Lollapalooza BrasilVer imagem ampliada
Se o nosso rei, Roberto Carlos, estivesse dado um rolê entre os palcos do 2º dia do Lollapalooza Brasil, que rolou no domingo (29) e levou 70 mil pessoas ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo, ele bem diria sua famosa frase : “São tantas emoções”. E com toda razão! 
É bem essa ideia que o festival procura proporcionar. Quem foi lá deu de cara com shows para sorrir, chorar, rir, pular, fritar, se jogar, ou seja; um mar de sentimentos dos mais variados. Tudo em um único dia.

Das atrações, dois gigantes fizeram jus aos seus cachês e foram os donos da noite, com os melhores shows e levando multidões ao delírio: primeiro Pharrell Williams e  sua mistura de R&B com rap e pitadas de felicidade e depois Calvin Harris, mestre atual da EDM (electronic dance music), que ficou em segundo lugar no pódium dos mais bem pagos do festival.

Mas não foi só isso. Teve muito muito mais:

Only happy when it rains
Muito se falou sobre o Interpol apresentar seu som ‘da noite’ embaixo de um sol escaldante bem no meio da tarde, já que a banda tocou às 15h25. Mas foi só o grupo do dândi Paul Banks chegar e soltar os primeiros acordes de Say Hello To The Angels que o sol vazou rapidinho e não voltou mais. Ou seja; um problema resolvido. Só que sem ele, veio a chuva.

Os novaiorquinos fizeram boa parte do show embaixo de pingos grossos e bravos, que esfriou um pouco o ânimo da galera. Teve canções lindíssimas do aclamado primeiro álbum, Turn On The Bright Lights (2002), como Leif Erickson, PDA, NYC e The New, e também outras conhecidas da carreira da banda: Evil, Narc e My Chemistry. Do disco novo, El Pintor, apenas Anywhere, Everything Is Wrong e All The Rage Back Home estiveram no setlist. 

Nova encarnação do britpop
Ao fim do show do Interpol, boa parte dos indies do Lolla rumaram ao palco Onix para dar um confere e ver se o The Kooks brilha ao vivo mesmo. Os jovens britânicos, que não têm pudores de se aproximar do pop, se mostraram eficientes em disparar descargas melódicas de alto poder, em hits como Always Where I Need to Be, Junk of the Heart, Forgive and Forget e Naïve. 

Indie engomadinho
Eles cresceram, trocaram as camisas polos por ternos alinhados e voltaram ao Lolla para apresentar seu indie pop ‘arrumadinho’ sem medo de ser feliz. O Foster The People fez a alegria da moçada mais nova, maioria no local, e por isso acabou lotando o palco Skol.

O grupo de Mark Foster apostou em músicas mais recentes, do disco Supermodel, mas foram os hits Helena Beat e Pumped Up Kicks que levantaram a galera. Ao final do show o trio até entrou na onda de flertar com o eletrônico (da mesma forma que fizeram quando se apresentaram na primeira edição brasileira do festival, em 2012) mas não foi muito além. Há quem diz que eles levaram o título de melhor show da noite.

Som pra massa 

Olha, pode-se dizer que, com quase toda certeza, 90% do público que foi ao domingo no Lolla queria ver um dos DJs e produtores mais cultuados do planeta, Calvin Harris. Por que? Simplesmente o cara roubou o público de todas as atrações que estavam tocando ao mesmo tempo que ele. O festival inteiro estava no palco Onix para ver sua performance esmagadora.

Com o som absurdamente alto, o escocês fez um oceano de gente pular e abanar os braços de forma sincronizada com seu pop de FM. A galera pirava e foi bonito de ver. No set, I Need Your Love, I Feel So Close, Summer e We Found Love (que tem a voz de Rihanna) conquistou geral. Não tinha como ficar parado.

{{https://www.youtube.com/watch?v=470_EhqXev8}}

A essa hora as pessoas nem se lembravam mais do Foster The People.

Felizão da vida
Quem não teve a oportunidade de presenciar um show sequer de Michael Jackson, Pharrell Williams chegou a dar um gostinho de como era estar num concerto do rei do pop. Não na grandiosidade, mas no quesito groove, vibe e feeling da coisa. Sacou? É a música pop como ela deve ser: pop! Além disso, Pharrell é o cara. Tudo que o músico poe a mão vira ouro. É o colaborador/produtor/hitmaker dos sonhos das maiores estrelas da música. Uma prova disso são as canções Drop It Like It’s Hot e  Hollaback Girl, que ele fez em parceria com Snoop Dogg e Gwen Steffani, respectivamente, e que estiveram em seu showzaço do Lolla.

Acompanhado de cinco dançarinas (que deram show à parte e deixaram marmanjos segurando o queixo), o cantor se baseou em seu mais recente disco, G I R L, mas não demorou muito para fazer um compilado de sua carreira de hits. Rolou Rock Star e Lapdance do N.E.R.D., e Blurred Lines, do Robin Thicke. Ele ainda deu show de carisma. Chamou manos, minas e crianças para o palco e fez a curtição acontecer. 

Parecia tristeza, mas (também) era felicidade

Enquanto uns estavam sendo felizes no palco Skol com o show do Pharrell, outros foram conferir a melancolia guitarreira do Sr. Billy Corgan, o cabeça à frente do Smashing Pumpkins. O show trouxe memórias amargas a seus fãs desde seu anúncio. Quem esteve na última apresentação do grupo, em 2010, temia uma outra decepção. À época, encontrou-se um bandleader desinteressado, acompanhado de uma banda juvenil, que pouco lembrava os anos de metal pesado da formação original.

{{https://www.youtube.com/watch?v=pyqewKPNRfg}}

Sorte a de quem resolveu dar uma chance ao gigante careca: o que se viu na apresentação deste domingo foi uma reunião de espectadores que aguardavam desde a década de 1990 um motivo para fazer valer todos os reais torrados em CDs, camisetas com a insígnia ZERO e demais objetos que os tornassem um seguidor da turma de Corgan.

O show abriu com Cherub Rock, do disco Siamese Dream, de 1994. Assim como na abertura do álbum, a música chega trazendo uma ideia do que está por vir. Em seguida, Tonight, Tonight e Ava Adore. A partir daí, estava permitido mostrar sons novos, do álbum Monuments to an Elegy, sem destoar dos hits espalhados pelos quase 30 anos de existência da banda. Billy, de bom humor ainda falou sobre seu aniversário da semana passada, e sobre o falecimento de seu gato, Sam, e dedicou Disarm para ele.

Do Portal Vírgula


Compartilhar página nas rede sociais:
CompartilharCompartilharTweetarCompartilharPin it

texto curta nosso site

Patrocinadores

Unimed ChapecóSchumann
Nutrijá - Alimentação Consciente
Vivenda Açai
Instituto do Corretor ChapecoNostra Casa