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Jane Fonda fala de papel em `Sete dias sem fim`: `Atrevida e libidinosa`


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Jane Fonda fala de papel em `Sete dias sem fim`: `Atrevida e libidinosa`Ver imagem ampliada
Aos 76, atriz diz que são raros papéis do tipo para `mulheres mais velhas`.
Ela inveja improvisos cômicos de parceiros humoristas, como Tina Fey.

Para a atriz Jane Fonda, 76, uma das bênçãos de se envelhecer é que “você aprende o que consegue e o que não consegue fazer“. E ela admite abertamente não ser capaz de improvisos cômicos.

Jane tem 55 anos de carreira e dois Oscars de melhor atriz na prateleira: o de 1978 por “Amargo regresso“ e o de 1972 por “Klute“.

Mas em sua nova comédia, “Sete dias sem fim”, ela ficou maravilhada com a capacidade dos colegas Tina Fey, Jason Bateman, Adam Driver e Ben Schwartz de sair do roteiro.

Fonda falou à Reuters sobre interpretar a mãe animada de uma família problemática, da química com o elenco e de seu novo ator favorito.
Tina Fey em cena de `Sete dias sem fim` (Foto: Divulgação)Tina Fey em cena de `Sete dias sem fim`
(Foto: Divulgação)

O que a atraiu no papel de Hilary?
Bem, estou com 76 anos e é incomum encontrar uma personagem multidimensional, divertida, atrevida e ainda libidinosa. As pessoas não escrevem muitos tipos de papel como este para mulheres mais velhas.

Gostei do fato de que foi um filme muito bem escrito e com muitas camadas. É engraçado, mas também contundente. Isso não acontece tanto quanto deveria, e estou muito orgulhosa por a Warner Bros ter apoiado um filme como este. Hoje em dia, a maioria dos estúdios vai atrás de apostas certas e efeitos especiais, então eu quis que este filme se saísse bem para estimular mais estúdios a fazer filmes parecidos.

Como foi a química no set de filmagem?
Nós nos demos muito bem. Filmamos em uma casa em Long Island [ilha no Estado de Nova York], simplesmente fomos para lá para trabalhar de manhã e ficamos e nos conhecemos. Não víamos a hora de ir para o trabalho.
Adam Driver em cena de `Sete dias sem fim` (Foto: Divulgação)Adam Driver em cena de `Sete dias sem fim`
(Foto: Divulgação)

Você se sentiu a anciã estadista do elenco?
Não, eu me senti como uma aluna, porque não consigo fazer o que eles fazem. Não sei improvisar. Improvisei a maior parte de “Amargo regresso“, mas não sei improvisar em comédia. Fiz comédias, como as de Neil Simon, mas você diz as palavras escritas e não improvisa.

Eles têm um outro dom. Quando o filme terminou, Ben Schwartz me levou ao Upright Citizens Brigade [grupo de comédia de improviso e de esquetes surgido em Chicago em 1990] e tentei. Você tem que ter nascido com esse gene, aí você o lapida e o melhora. Mas se não nasceu, não consegue. Eu não tenho esse tipo de cérebro.

Então, só assisti maravilhada e prestei muita atenção a Adam Driver. Sabe, você pode ficar assistindo àquele cara para sempre e ficar fascinada. Eu o vi uma vez na série `Girls’, e na primeira leitura coletiva do filme pensei: “Ah meu Deus, nunca vi isso antes“. Ele é simplesmente único, e é meu novo ator favorito.

Você está procurando mais papéis cômicos?
Estou fazendo uma série com Lily Tomlin para o Netflix que, como este filme, também tem drama. Adoro fazer comédia. Também adoraria voltar a fazer um drama. Você vai pelo texto. Segue o texto bom. Se está bem escrito, você embarca.

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