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“O Conselheiro do Crime“ estreia com elenco estelar e direção de Ridley Scott


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ImprimirReportar erroTags:divulgação, soam, presas, aquele, tiver, correndo, sangue e instinto458 palavras6 min. para ler
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Apesar do elenco formado pelo primeiro time de Hollywood e o selo Ridley Scott de qualidade, "O Conselheiro do Crime", que estreia em circuito nacional nessa sexta-feira, 25 de outubro, está abaixo da expectativa gerada provavelmente em grande parte dos fãs de cinema. 

Centrado em uma elite norte-americana que possui ligações com o corrosivo mercado de drogas mexicano, o filme mistura bem momentos de violência bizarra com graus elevados de sexualidade e discursos eloquentes, para no fim optar pelo caminho mais fácil e dar um ponto final previsível.

A trama segue um advogado interpretado por Michael Fassbender, que passa a se envolver com o tráfico de drogas depois de se unir ao amigo e cliente do qual ele é o "conselheiro". Em um primeiro momento, as atitudes do protagonista podem parecer ingênuas, mas com o tempo se revelam gananciosas. E provando a máxima de que "o dinheiro cega as pessoas", os planos do personagem saem do controle e ele se vê em meio a uma história de mortes e traições.
Diferente do que fez em "Onde os Fracos não Têm Vez", adaptado pelos irmãos Coen, o escritor Cormac McCarthy criou um universo onde não existem pessoas comuns, somente tipo estranhos, coloridos e espalhafatosos, gente que nem de perto sabe o que significa moral. Como é o caso da depravada Malkina, vivida por Cameron Diaz, que como a tatuagem de onça nas costas já revela, é adepta do esporte de viver para caçar e caçar para matar.

Essa talvez seja justamente a "mensagem" que o filme queria passar: de que, no mundo do crime, todos são presas e que aquele que não tiver correndo no sangue o instinto de caçador se torna vítima.

Porém, essa premissa não se faz absoluta uma vez que os personagens não soam verdadeiros. Apesar do talento indiscutível, por culta do roteiro, Fassbender permanece linear no decorrer da trama e não demonstra as alterações emocionais do personagem. 

Por sua vez, o vilão com cabelo espetado e guarda-roupa extravagante vivido por Javier Bardem se mostra menor comparado com o inesquecível assassino de "Onde os Fracos não Têm Vez". Já os personagens de Penelope Cruz e Brad Pitt, cada um a seu modo, seguem caminhos paralelos ao longo do filme, como se estivessem fugindo de si mesmo.

Assim, por conta de todos os talentos envolvidos atrás e na frente das câmeras, "O Conselheiro do Crime" não está a altura do que podia oferecer. 

O elenco estelar, o sexo exótico e a violência criativa podem chamar a atenção do público que procura emoções baratas e rasteiras, mas ao final da projeção frustra aqueles que esperavam um produto de qualidade visto em trabalhos anteriores do time.

(por Bruno Janot) do site: entretenimento.br.msn.com
Foto: Divulgação

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